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O procurador patriota

O presidente Michel Temer conseguiu vencer a batalha do pedido de afastamento do procurador geral na Câmara dos Deputados. Foi um final triste para a denúncia mal feita do procurador segundo diversos juristas. Isso encerra a crise que começou com o vazamento da delação do Joesley naquele nefasto 17 de maio, que mergulhou o país em mais uma crise que durou quase três meses. E justamente quando saía da longa recessão.

Essa crise causada pelo procurador causou um prejuízo enorme ao país. O aumento brusco do dólar no dia seguinte do vazamento mostrou o que o mercado viraria. Param investimentos, param negócios, o governo para e só trabalha para sobreviver. O Temer tem culpa por querer permanecer no cargo? Claro que não! Ele foi eleito vice-presidente para assumir na impossibilidade do presidente, como aconteceu. Estava plenamente em seu direito.

E a oposição fez de tudo para prorrogar a agonia do presidente –na verdade, do povo-. Mas esses despatriotas não perceberam que o povo não vai às ruas pedir o impeachment porque quer um pouco de estabilidade. Hoje em dia, todo mundo sabe que essas crises só produzem uma vítima: o próprio povo.

E o que o povo pensa do presidente Temer? Que não é corrupto e ladrão? Todo mundo diz que tem certeza que todos os políticos o são. Mas ninguém vai apoiar cassação por “achismo”… Talvez alguns. Se a procuradoria não faz melhor, cai no descrédito porque atuam não contra o Temer, mas a favor da crise, contra a Nação, contra o povo.

Chega a ser engraçado! Que o Temer salvou o país do inferno “dilmesco” não se tem dúvida. A inflação foi caindo, apesar de que os críticos diziam que era queda pequena, que poderia voltar… Caiu e ninguém mais fala.

A mesma ladainha foi com os votos no Congresso para aprovar a desvinculação da Petrobras do Pré-Sal, da mudança nas leis trabalhistas, e até na rejeição do afastamento do presidente para ser julgado no Supremo Tribunal Federal. E repete-se com o crescimento da indústria que, ao que parece, consolida-se neste mês! Sem elogios à equipe econômica nem à equipe política.

Então, partem para a taxa de desemprego. Quem aposta nisso mostra pouco entendimento sobre esses índices. É claro que não tinha 14 milhões de desempregados, o índice não mostra que todas essas pessoas trabalhavam e perderam o emprego. Quando um pai provedor da família perde o emprego, esposa e filhos passam a procurar emprego. Isso significa que se forem criados uns três milhões de empregos, estimo que 10 milhões de pessoas param de procurar emprego.

Mas retornando ao procurador, a revista Veja revela que o procurador Janot também recebe mais que a lei permite. Os vencimentos dos ministros do STF são hoje de R$ 33,7 mil, e é o maior salário permitido a servidores públicos, ou seja, o teto. Mas muitos servidores, inclusive no Judiciário e no Ministério Público, superam esse teto graças a adicionais incorporados ao salário. Janot, por exemplo, recebe R$ 39 mil por mês. Eis o porque muitos procuradores atacam o presidente que quer acabar com o privilégio sacrílego dessas minorias poderosas.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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