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Obras inacabadas

Barra do Garças, tempos depois de sua emancipação político administrativa (antes a sede do município era Araguaiana), que ocorreu graças a visão do então prefeito Antônio Paulo da Costa Bilego, aumentou ainda mais o seu potencial. Bilego foi eleito prefeito de Araguaiana, que, por estar fora da rota da então Caravana de nome Brasil Central (criada por Getúlio Vargas para desbravar o Centro-Oeste) viu o seu crescimento vertiginoso (junto com Aragarças) passando a ser vista, por ele, com outros olhos, outra visão.

Diante deste fato ele resolveu, junto com outros abnegados, mudar a sede do município para Barra do Garças. Contrariou muitos, mas seguiu com seu intento e Barra começou então a tomar novos rumos. Passou a ser vista pelos políticos como de futuro promissor.

O crescimento da cidade era notável, principalmente por sermos a entrada de muitos caminhos, dado as BRs 158 e 070. O município de Barra do Garças era tido como o maior do mundo, sendo que depois passou a ser fatiado por políticos que queriam ganhar votos, mas a nossa cidade nunca perdeu o seu codnome de Polo Regional do Araguaia, até por sentido óbvio.

Barra do Garças em tempos idos foi considerada a terceira cidade do Estado, só perdendo o posto para Cuiabá e Várzea Grande. Depois, por decorrência de algumas falhas diversas (maracutaias da Coopercana e seu consequente desmantelamento), foi perdendo espaços para outros municípios, a exemplo de Rondonópolis e depois para outros do Nortão.

Falar sobre fatos ocorridos na época, demandaria tempo e busca de conhecedores profundos dos fatos discorridas, como exemplo o ex-prefeito Jonir de Oliveira e Souza, que sabe, como poucos, os fatos e desenvolvimentos dos casos até então ocorridos.

No decorrer dos anos e das consequentes administrações, estamos assistindo, a cada dia que passa. a nossa derrocada. Por um lado dado às dificuldades inerentes que atingem as administrações municipais no momento e, por outro, das imperícias dos que prometem e não cumpre; motivo maior de nossas colocações.

Vejamos, por exemplo, que sonhamos, ao longo do tempo com o tão manipulado Anel Viário de Barra do Garças. Quantas promessas, quantas datas firmadas, quantas verbas foram disponibilizadas. Quase 20 anos se passaram e agora, mais recentemente, dizem que estamos do percentual de construção de quarenta e poucos por cento.

Matematicamente teremos mais vinte anos de obras pela frente. Antes as verbas vinham por meio do Ministério do Transporte, agora, segundo noticias, vem através do PAC. A cantilena é uma só, anunciam que chegou mais dinheiro, mais recursos e que agora a obra vai “andar”.

Ficam iguais outras obras eleitoreiras que estamos vendo no dia a dia, a exemplo da Avenida Beira Rio (culpa-se o governo do Estado), o Teleférico (de autoria do Adalto de Freitas-Daltinho e Silval Barbosa) e agora, mais recentemente, de uma ponte ligando Barra a Aragarças, por rota interessante, do mesmo deputado prometedor…

Não podemos negar que a construção de duas pontes seria parte da solução de ida e vinda a Aragarças e Pontal do Araguaia. Inclusive é de nossa autoria referida ideia, colocada há anos atrás, por sugestão do empresário Eilon Silva Rezende, que ligaria Barra em ponte perto do Friboi e ao Pontal através da Praia da Rapadura. Está escrito.

Sabemos que cedo ou tarde isto deverá ocorrer e cabe a atual administração dar o pontapé inicial para que isto aconteça. Temos certeza de que se isto ocorrer, que é o caminho correto, as mesma sairão bem antes do já ultrapassado Anel Viário que já está passando dentro da cidade e que dentro de alguns anos, em nova remodelação, terá que ser colocado em outros rumos.
Quem conhece Barra, sabe do que estamos falando… Voltaremos ao assunto de Barra do ontem e de hoje…

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