Morre pioneiro da Fundação Brasil Central com 88 anos

João Mourão trabalhou como mestre-de-obra na construção do colégio e hospital de Nova Xavantina

A cidade de Barra do Garças começa a semana de luto com a morte do pioneiro João Mourão, que faleceu na segunda-feira (6/11) aos 88 anos de idade. Ele morreu de insuficiência respiratória.

João Mourão veio do Pará para trabalhar na Fundação Brasil Central no final da década de 50 e ajudou no processo de colonização e formação de novas cidades no Vale do Araguaia. Um exemplo disso foi o surgimento da cidade de Nova Xavantina onde ele atuou como mestre-de-obras na construção de um colégio e do hospital municipal.

João Mourão morou primeiramente na cidade de Aragarças-GO depois se mudou para Nova Xavantina e depois na década de 80 para Barra do Garças onde se aposentou e passou a trabalhar no conserto de rádios e Tvs. Morou por 49 anos na mesma casa na rua Xv de Novembro na esquina com a Goiás onde criou a família e viveu os últimos dias de sua vida. Sempre alegre e descontraído, com uma fala inteligente, Mourão sempre conquistou vários amigos e se tornou uma exemplo para muita gente.

Ele criou seis filhos: José Nelson (conhecido como Nelsinho chaveiro); Noemi Mourão, Nelia Maria, João Mourão Neto, Neuza Mourão e Neli Almeida Mourão

Ele participou de um momento épico para a região do Vale do Araguaia com o surgimento de cidades como Canarana, Água Boa, Nova Xavantina entre outras com a expansão da Fundação Brasil Central na época da Sudeco.

Ele está sendo velado na Casa de Velório de Barra do Garças e será sepultado por volta das 16 horas de terça-feira (7/11) no cemitério central da Barra. Em Nova Xavantina muita gente ficou sentida com a morte dele principalmente os moradores mais antigos que lembram do mestre-de-obras João Mourão.

Descanse em paz, amigo João Mourão.

Araguaia Notícia/Ronaldo Couto  

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