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Trocando as bolas

Dia desses encontramos um atento leitor, também antigo assinante deste nosso insistente veículo de comunicação, que já ultrapassa os 30 anos de existência e que atinge todo o Vale do Araguaia, no Mato Grosso e Goiás. Segundo o prezado leitor, temos um visão nacional, em termos editorialista, pois abordamos, às vezes, temas de longo alcance, nos vários setentriões brasileiro.

No caso específico ele diz que os temas eram atuais e abalizados, abordando as várias nuances políticas e também do solapamento acachapante da corrupção, mas que, estava sendo muito longo e, portanto, cansativo de ler, pois o brasileiro tem preguiça de acompanhar, par e passo, as escritas divagantes.

É bom anotar que tais inserções são somente em nível de editorial, pois nas outras páginas sempre abordamos temas de interesse regional e local (Barra, Pontal e Aragarças), com ênfase maior para o Vale do Araguaia.

Acatamos suas palavras, como um alerta, mas, por outro lado não vamos deixar de abordar temas diversos e que traga em seu bojo as problemáticas aqui, ali e acolá. Desta feita entramos no seara das Assembleias Legislativas que estão, aos pouco, se atrevendo a legislar e judicializar em causa própria.

É uma reação que abre um precedente perigoso. Este exemplo, também está sendo intentado pelo Congresso Nacional, mas, neste presente vamos começar pela “casa do povo” de Mato Grosso, quando a maioria dos deputados se estranhou com o Poder Judiciário e ordenaram a soltura de um colega que tinha sido recolhido à uma cela pública.

Foi solto sob a égide de que era um deputado sofredor e que nunca tinha trilhado caminhos suspeitos. Hoje ele anda com o peito estufado, talvez até rindo dos mandantes de sua prisão. E mais: como o dito anteriormente, abriu um precedente tido por muitos, como pecaminoso.

E o precedente veio logo após, através da Assembleia do Rio de Janeiro que soltou o seu presidente e dois deputados que a Justiça tinha mandado prender. Agora o Ministério Público pede a invalidação da sessão porque não foi permitida a presença de público nas galerias, e três partidos – Psol, PR e Podemos – vão expulsar seus filiados que votaram pela libertação dos colegas.

Sorte que a Justiça de lá deixou o dito pelo não dito, fazendo com que os “santinhos do pau oco” voltassem para a cadeia. Aqui no Mato Grosso a expectativa em torno do assunto é grande.

Conforme um comunicador “mais do que saber se os três envolvidos merecem ou não estar presos, salta aos olhos a questão relativa à competência da casa legislativa para apreciar medida judicial aplicada contra seus membros”.. Continuando ele observou que “para a deliberação, 39 dos 70 deputados usaram a analogia da Câmara e Senado Federal, que têm o direito de anuir ou não no caso de detenção de seus integrantes”.

A anarquia, neste caso, foi implantada. Sentimos que daqui à pouco deputados (estaduais e federais) e senadores vão criarem (ou já estão criando?) seus próprios meios de sobrevivência ao lado ou contra os ditames da verdadeira Lei que dentro em breve (se seguir os ditames) lhes dará total guarida nos seus caminhares obscuros.

Neste presente caso cada leitor certamente tirará suas próprias conclusões. Uma coisa é certa, se continuarem por esta trilha dentro em pouco o Poder Judiciário deixará de ter suas prerrogativas. É isto que estamos assistindo.

Para finalizar e ter a certeza de que iremos ter um País limpo e puro vamos torcer para que outra frente linha dura tome medidas extremas. É isto que precisamos, é isto que queremos…

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