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Zé da Madruga

A crise está tão brava que tem hora que me dá vontade de mudar para um pé de serra e viver numa casinha de sapé…

*** Já ouvi muitas histórias semelhantes dos meus pais, dos meus avós e de muitos outros que retinham na mente está fase bucólica do meio ambiente, onde pequenas famílias viviam o seu dia a dia na melhor da paz.

*** Também era tempo em que a maioria vivia no campo, aravam a terra, faziam os seus plantios e se multiplicavam seus plantios e seus lucros, indo à cidade de tempo em tempo, somente para comprar o sal, algumas roupas e calçados.

*** Os filhos estudavam nas escolas que abrigavam moradores das fazendas e chácaras vizinhas. Era um tempo bom, lá em Minas, onde parentes tinham fazendas.

*** Também não havia, como já colocado aqui por algumas vezes, a tal de inflação. Conforme meu avô dizia, se comprava no início do plantio e se pagava o mesmo preço anotado no caderno, quando da colheita.

*** São sonhos, nada mais que sonhos, por que a vida mudou, radicalmente, hoje as pessoas preferem viver na cidade, mesmo com as dificuldades encontradas.

*** Aqui se encontra apoio através das cestas básicas, vale gás, bolsa família e, quem sabe, até um emprego de servente. Claro que há os que galgam patamares maiores, mas são exceções das exceções.

*** Saem do campo com a desculpa de que tem que dar condições a que seus filhos venham a estudar, de levar uma vida melhor daquela que viviam.

*** Uns acertam, outros erram  pois não encontram guarida, seus filhos passaram a usar drogas, as filhas engravidam e a vida continua com sua realidade, nua e crua.

*** Não é pessimismo, é realidade, pois é graças a este êxodo rural que se aumenta as delegacias, as polícias, os psicólogos, juízes e por aí afora. Os contingentes aumentam em todos os sentidos.

*** Infelizmente, numa desregrada contingência. É a desgraça de uns e alegria de outros.  

*** A proporcionalidade se torna desigual e cabe a cada um fazer o que tem que ser feito, ou seja, buscar o equilíbrio para dar conta do recado, que é a sustentação dos seus entes queridos.

*** De uma forma ou de outra o sonho da casinha de sapé nada mais é do que um sonho, uma cena que dificilmente acontecerá, pois os tempos, como o colocado, são outros, bastante diferentes.

*** Passamos a viver uma mistura de raças e credos que encabula e envolve. São tempos de total liberdade, mas que muitos fingem serem ainda conservadores. Como seria bom sonhar que estamos vivendo a paz que muitos necessitam…    

*** Voltando a realidade. Dia desses tive que ir ao Correios para enviar uma documentação, que já estava envelopada. As opções para a retirada da senha eram muitas e uma pobre senhora ficou perdida na escolha pretendida.

*** Foi salva pela segurança (mulher) que, pacientemente a ajudou na escolha. Como eu estava atrás da mesma, acompanhei a operação e até pensei comigo, por que não simplificar ou colocar alguém para fazer o trabalho que a segurança fez.

*** Fui ao Correio central por que fecharam a outra agência. Se na outra se corria o risco de esperar mais de 30 minutos, pensei agora no sufoco.

*** Como disse que minha senha era a seguinte, fiquei a observar uma das atendentes que, ao atender a mesma senhora que queria enviar um pequeno envelope dizia a mesma que se fosse registrada, que era o que ela queria, demoraria mais de 15 dias, enquanto que no Sedex chegaria rapidamente.

*** Ficou na dúvida, mas como no Sedex ficaria muito caro, optou pelo registrado. A atendente ainda tentou vender algo que não entendi, e encerrando o atendimento com a nova negativa da senhora.

*** Chegou a minha vez. Como eu também queria o meu envelope registrado ela repetiu a mesma cantilena. Respondi que não tinha pressa e que acompanharia o trajeto do mesmo através da internet.

*** Como faz falta a concorrência. O pior de tudo é que cobram o que imaginam cobrar. Dia desses se cobrava pelos meus envelopes R$ 7,50, agora passou para R$ 12,00. O peso é o mesmo, no mínimo foi o selo que encareceu.

*** Para finalizar o meu descontentamento fica uma pergunta: – Por que os Correios ainda vive a moda antiga, usando selo, afinal estamos ou não na era da informática e dos eletrônicos?

*** Até!…

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