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Um poder paralelo

Partindo para caminhada teimosamente traçada em desobediência ao estado civil e, mais ainda ao Judiciário. O ex-presidente Lula está avançando na Lua pensando que ela é queijo. Está certo que bateu o desespero – dele e de sua companheirada – mas isto passou a desencadear uma porção de colocações que supera a decência.

Isto nos coloca a matutar e prever que há por trás disso uma instrução chamada precaução, ou seja, se não der certo e o enredo fica pelo menos a letra do samba.

Explica-se: certo advogado prevendo que seu cliente estaria em maus lenções passou ao mesmo o papel que ele deveria desempenhar, no decorrer do processo. Que deveria ele dar uma de doido, de descontrolado, alienado propriamente dito, pois em última circunstância (ou instância) ele ficaria recolhido em uma instituição tipo reduto de louco, e não preso em uma cela comum.

O lançamento de sua candidatura passa a ser uma dessas estratégias, a exemplo de outras comparações com Tiradentes e Mandella. O interessante é que ele faz estas colocações sem nenhuma vergonha. Está tentando enganar a si próprio e também ao seu já escasso eleitorado.

Lula passa a seguir à risca o seu papel de marionete, de robotizado, pois sabe também (ele e sua defesa) que há ainda mais seis processos em andamento e, no caso de loucura premeditada, a bordoada final será amenizada, caso o Judiciário seja benevolente, o que nos causará estranheza.

Segundo analista “está postura adotada pelo ex-presidente Lula – de não reconhecer o resultado de seu julgamento onde foi referendada por unanimidade a sentença condenatória do juiz Sérgio Moro e ainda ampliada a pena para 12 anos e um mês de prisão – pode conduzir o país ao impasse. Cabe agora, imagina-se sobressair-se um Judiciário destemido e cumpridor de seu papel”.

Lula sabe e todos sabem que ele passou ter uma candidatura legalmente inviável, por se tornar ficha suja e esta sua insubordinação, ou insubmissão ao mandado judicial, ele se coloca à margem da Lei e da própria sociedade, fez que foi ele mesmo que pregam a ilegal desobediência civil.

Conforme colocado “é um risco a que se expõe, pois ao mesmo tempo em que temos o Executivo e o Legislativo reconhecidamente enfraquecidos em decorrência dos atos de corrupção praticados por boa parte de seus membros, o Judiciário, felizmente, se mantém íntegro e, até para manter o regime institucional, poderá se ver na contingência de apressar a execução de suas penas”.

Na ótica de um analista politico “o ex-presidente, que assumiu através do discurso moralista onde muitas vezes pretendia parecer o único honesto entre todos os integrantes da cena política nacional, não deve agora se perder…”.

“…É lícito recorrer até a última instância contra tudo o que não concorda. Mas não lhe é facultado (a ele e a ninguém) empregar a desobediência e métodos violentos de pressão para atingir os objetivos”.

Outro já coloca que “num lance do destino, uma lei sancionada pelo então presidente Lula em 2010 agora arrisca tirar o petista das eleições presidenciais de 2018. A Lei da Ficha Limpa prevê que candidatos condenados por órgão colegiados (formados por mais de um juiz) não consigam se candidatar”.

Lula certamente não pensava que isto ocorreria justamente com ele. Com a palavra final o Judiciário, vez que o nosso impoluto Lula já fez a dele, em ambas as partes…

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