Faleceram neste acidente o segurança do depósito da cerveja Skol e morador de Barra do Garças, Moisés Cardoso Teixeira, de 47 anos; e a namorada dele, Célia Marcelino da Silva, 40 anos, que residia no Pontal do Araguaia e trabalhava como serviços gerais numa farmácia em frente a Casas Bahia.
O casal praticamente morreu na hora e consta no boletim da Polícia Rodoviária Federal, a versão repassada pelo prefeito Ronio que também é médico. Ele conta que seguia sentido de Confresa para Barra e quando estava a 30 km para chegar na Barra foi ultrapassar um comboio de carretas e teve a visão ofuscada por um veículo que vinha no sentido contrário.
Com isso o prefeito voltou para pista dele e acabou batendo na traseira da moto jogando os passageiros para fora da pista. Ronio conta que parou o veículo logo a frente e desceu para prestar socorro às vítimas, mas percebeu que ambos estavam sem sinais vitais. E na sequencia ele sinalizou a pista e chamou a PRF. O prefeito estava juntamente com irmão e mais duas pessoas no carro.
Parentes questionaram as condições do acidente alegando que Moisés era muito cuidadoso e já tinha trabalhado antes como mototaxista e sabia muito bem o que estava fazendo. “O condutor da caminhonete quando voltou para pista dele tinha que prestar mais atenção porque ele bateu na traseira da moto”, frisou o irmão da Célia que veio de Primavera do Leste acompanhar o velório.
A família conta que Célia deixou dois filhos menores cuidar. Já a família do Moisés optou de fazer o velório em Barra do Garças na Casa de Velório. Já o corpo da Célia foi levado para ser velado em Pontal do Araguaia no bairro Araguaia Center na rua José Benjamin Teiceira lote 1.
Demora para liberação dos corpos
E para prolongar mais ainda o sofrimento das famílias. O acidente foi por volta das 19 horas de quarta-feira, mas os corpos foram liberados pelo IML por volta das 10 horas da manhã. Em Barra do Garças, os médicos legistas não fazem necropsia a noite alegando que a iluminação do IML é precária. A lei diz que começar a necropsia precisa ser esperar seis horas.
Os médicos que atuam no IML de Barra do Garças justificam que a falta de iluminação pode prejudicar a elaboração de um laudo e normalmente deixam o exame para ser feito no dia seguinte a partir das 6 horas da manhã.
Só que este procedimento vira e mexe cria polêmica porque estende o sofrimento da família. Foram 17 horas para os corpos serem liberados e iniciar o velório das vítimas deste acidente na Bar 158.
Vale destacar que a manutenção e responsabilidade do IML de Barra do Garças é do Governo do Estado







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