Da Assessoria
Cidades do Oeste Goiano como Aragarças, Montes Claros, Baliza, Bom Jardim e até Iporá ficaram sem o Instituto Médico Legal (IML) após uma mudança na carga horária dos médicos legistas em Goiás. A medida, que reduziu a jornada de trabalho dos profissionais de 40 para 20 horas semanais, exigiu o aumento no número de legistas por unidade, concentrando os serviços em cidades-polo e extinguindo o atendimento em várias regiões do interior.
A ausência do IML em Aragarças, por exemplo, compromete diretamente os atendimentos médico-legais em casos de mortes violentas, acidentes e exames periciais. A retirada do instituto da cidade ocorreu ainda na gestão do ex-prefeito José Elias Fernandes e, desde então, a região passou a sofrer com a falta de estrutura adequada para esse tipo de demanda.
O atual prefeito de Aragarças, Ricardo Galvão, realizou diversas diligências a Goiânia, buscando junto à Secretaria de Segurança Pública a permanência do IML no município. No entanto, a nova organização da jornada dos profissionais inviabilizou a manutenção da unidade no interior.
“Estivemos várias vezes em Goiânia lutando para manter o IML em Aragarças. Sabemos da importância desse serviço para a população da nossa cidade e dos municípios vizinhos, mas a decisão foi de caráter estrutural, afetando diretamente toda a região Oeste”, afirmou Ricardo Galvão.
Com o fechamento das unidades, os corpos precisam ser deslocados para outras cidades, causando transtornos, atrasos e sofrimento às famílias que já estão em momentos de dor. Além disso, investigações criminais e processos judiciais também sofrem com a morosidade causada pela ausência do IML.
A desativação dos Institutos Médico-Legais nessas cidades evidencia a urgência de uma nova estratégia de descentralização dos serviços periciais no estado, especialmente para regiões afastadas dos grandes centros. Enquanto isso, os moradores do Oeste goiano continuam aguardando uma solução definitiva.






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