A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) iniciou as aulas do curso técnico em Auxiliar em Saúde Bucal Indígena, ofertado pela Escola Técnica Estadual de Barra do Garças. A formação oferece 30 vagas, carga horária de 300 horas, e as aulas começaram nesta segunda-feira (16.3), no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Xavante).
Após a conclusão do curso, cuja previsão de término é três meses, os profissionais estarão aptos a exercer atividades clínicas e extra-clínicas na rede pública de saúde, atuando sob supervisão de cirurgiões-dentistas ou técnicos em saúde bucal, integrados às equipes multiprofissionais de saúde indígena no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a professora e uma das desenvolvedoras do curso técnico, Deijalsina Gonçalves da Silva, a iniciativa responde a uma demanda histórica das comunidades indígenas.
“A oferta atende a um clamor antigo das comunidades e de suas lideranças por formação profissional qualificada para os jovens dentro das aldeias. A existência do curso justifica-se pelo reconhecimento da identidade indígena e pela necessidade de uma formação específica para quem já atua ou deseja atuar nesse contexto sociocultural”, destacou.
Ela também ressalta que a expectativa é que a formação contribua para melhorar os indicadores de saúde bucal nas comunidades indígenas. “Esperamos que, por meio de um atendimento que respeite a cultura local, seja possível oferecer uma assistência mais humanizada e tecnicamente eficaz às comunidades”, completou.
Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a iniciativa representa um avanço na inclusão e na valorização das comunidades indígenas dentro das políticas públicas de educação profissional.
“Estamos levando formação técnica para dentro dos territórios indígenas, respeitando as culturas e fortalecendo a autonomia das comunidades. Esse curso representa uma oportunidade concreta para que jovens indígenas se qualifiquem e contribuam diretamente com a melhoria da saúde nas aldeias”, afirmou o secretário.
A criação do curso foi articulada em conjunto com a liderança Xavante Xisto Tserenhi’ru Tserenhimi’rami, que ajudou a identificar as necessidades da comunidade para a construção de uma formação que integre a ciência acadêmica, respeitando a modalidade de educação indígena.
O superintendente na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) destacou que a iniciativa também reforça o papel da educação profissional como instrumento de desenvolvimento social.
“A educação profissional precisa dialogar com a realidade dos territórios. Esse curso foi pensado para atender uma necessidade específica das comunidades indígenas, formando profissionais preparados para atuar no cuidado com a saúde bucal dentro de um contexto cultural próprio”, ressaltou o superintendente.






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