Delação de Silval Barbosa é “monstruosa”, diz ministro

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux (Foto: Reprodução)

O ex-governador confessou crimes praticados em sua gestão e se disse líder de organização criminosa

Da Redação/Mídia News

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “monstruosa” a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que vem confessando uma série de crimes praticados durante sua gestão em Mato Grosso.

A informação foi divulgada pelos jornalistas Rafael Moraes Moura e Breno Pires, do jornal O Estado de S. Paulo, na tarde desta quarta-feira (2).

“Essa [delação] é monstruosa, depois da Lava Jato, é a maior operação”, afirmou Fux. O ministro disse, no entanto, que a delação ainda não foi homologada: “Silval trouxe material, mas não foi homologada ainda”, afirmou.

 Crimes –  O ex-governador, que estava preso desde setembro de 2015, conseguiu liberdade no dia 13 de junho deste ano, após confessar a prática de crimes investigados nas diversas fases da Operação Sodoma, da Delegacia Fazendária (Defaz).

 Entre os crimes, um esquema que culminou no pagamento de R$ 31,7 milhões para a desapropriação de um terreno no Bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, sendo que metade do valor (R$ 15,8 milhões) teria retornado como propina ao grupo criminoso liderado por ele.

 Silval também confessou a participação no esquema deflagrado na 1ª fase da Sodoma, consistente na exigência de propina de R$ 2,5 milhões ao empresário João Batista Rosa para concessão de incentivos fiscais às empresas do mesmo.

 Os incentivos foram propositalmente concedidos de forma irregular para forçar o empresário a continuar pagando propina, sob a ameaça de revogar os benefícios.

 O ex-governador admitiu ainda ter praticado crimes investigados nas fases 2 e 3 da operação, que apura a exigência de propina aos empresário Willians Mischur e Julio Tisuji, da Consignum e Webtech, respectivamente, para a manutenção do contrato das empresas com o Estado.

 Parte do dinheiro teria sido usada pelo ex-secretário de Administração, César Zílio, para a compra de um terreno de R$ 13 milhões, na Avenida Beira-Rio. Silval também admitiu que criou a organização criminosa para pagar dívidas.

 

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