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Data decisiva para as eleições

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

Neste domingo – 5 de agosto – ocorre o ponto de corte rumo às eleições de 7 de outubro. Até lá os partidos deverão ter formalizado em convenção as suas coligações e escolhido os candidatos a presidente, governador e respectivos vices, assim como a senador e deputado federal e estadual. Com a definição dos nomes, que já começou dias atrás, as perspectivas do que acontecerá passam a ser mais palpáveis. Lideranças até agora esparsas se aglutinam e formam os blocos cujas propostas desfilarão frente ao eleitorado durante a campanha eleitoral que começará no corpo-a-corpo e através de reuniões, carreatas, comitês e comícios a partir do dia 16 e estarão no rádio e TV entre 31 deste mês e o dia 4 de outubro. Como grande coadjuvante, cuja força ainda não é totalmente conhecida, estão as redes sociais, a cada eleição mais disponíveis aos eleitores.

Passadas as convenções, os partidos terão até o dia 15 para promover o registro das candidaturas perante a Justiça Eleitoral. O grande ponto de interrogação está na inscrição do ex-presidente Lula que, mesmo encarcerado, é apresentado pelo Partido dos Trabalhadores como o seu candidato. Em principio, ele não poderá concorrer, pois é barrado pela Lei da Ficha Limpa, que impede a inscrição de condenados por colegiado, como é o seu caso. Mas seus defensores lutam com todas as armas para o encontro de brechas que o levem à inscrição e, se possível a ter o nome na urna no dia 7 de outubro. Essa é uma pendência que permanecerá até a decisão da Justiça Eleitoral e, talvez, do Supremo Tribunal Federal.

O importante é que o processo das eleições já está deflagrado e em alguns dias teremos todas as candidaturas colocadas e os candidatos ou seus cabos eleitorais nos pedindo o voto. Estima-se que pelo menos a metade dos eleitores ainda não decidiu em quem votar e nem se vai votar. Por isso, os candidatos e suas campanhas precisam dizer, claramente, o que pretendem fazer no caso de eleitos, para resolver questões que afligem a população como desemprego, falta de segurança, precariedade na educação e na saúde e outros itens. Aí, além do horário gratuito de rádio e televisão, tido como carro-chefe da propaganda, entram as redes sociais que, pelo menos por ora, não são tão restritivas e têm grande audiência através dos computadores e dos smartphones, que, segundo a pesquisa, são acionados em média 50 vezes por dia pelos seus usuários. Segundo o IBGE, 138 mil brasileiros possuem esses telefones. Isso revela a força cada dia maior dessa mídia que recentemente já teve papel de destaque nas eleições dos Estados Unidos, México e de outros países. Uma das possíveis utilidades desse canal pessoal é a possibilidade de o eleitor pesquisar sobre os candidatos, suas propostas e principalmente sobre seu passado, para depois decidir. Que tudo seja usado para nos dar uma eleição forte e representativa…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

aspomilpm@terra.com.br        

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