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Projeto Patrulha Rede de Frente completa um mês com 100% de eficácia

Foto: Reprodução

Elas se sentem mais seguras, relatam melhoras na saúde psicológica e no bem-estar.

Por Eliana Bess/Assessoria PMMT

Em um mês de funcionamento, o projeto piloto Patrulha Rede de Frente – Mulher Protegida constata que todas as medidas protetivas aplicadas a favor das vítimas foram cumpridas pelos ex-companheiros. Isso significa o fiel cumprimento da Lei 11.340/2006 Lei Maria da Penha, em Barra do Garças (521 km de Cuiabá), onde a ação ocorre desde o dia 9 de maio, com 12 vítimas acompanhadas. “Queremos englobar mais mulheres. Tivemos um resultado altamente positivo, 100% eficaz quanto à reincidência.

E além da segurança pública, da equipe ir até essas mulheres, tem o fator pessoal, de ouvir, saber dialogar e entender o outro lado. Ter os mesmos policiais no atendimento, que são treinados para isso, gera confiança no relacionamento interpessoal”, explicou o comandante do 5º CR, coronel Maurício Monteiro Domingues. A tenente Vivianne Silva Metello, comandante da Patrulha Rede de Frente – Mulher Protegida afirmou que o atendimento da Patrulha às vítimas foi fundamental para que as agressões não voltassem a acontecer dando efetividade às medidas protetivas deferidas pelo Poder Judiciário.

“Sendo assim um fator de empoderamento para a mulher que teve seus direitos afetados, dando a almejada segurança que a vítima de violência doméstica necessita”, concluiu. Para uma das atendidas, que preferiu não ser identificada, o projeto significa segurança. “Agora sentimos tranquilidade para dormir. Melhorou muito o psicológico, a questão do bem-estar, porque agora podemos ir e vir, antes a vítima se retraía”, explicou satisfeita. Ela ficará atendida por seis meses, podendo ser prorrogado o prazo caso haja necessidade.

Outro ponto apontado, pela atendida, como favorável no Patrulha Rede de Frente é o fato de a equipe buscar o agressor e falar com ele pontuando as determinações. Isso os amedronta, pois até então, achavam que a polícia não faria nada. E o descumprimento das medidas por parte do agressor representa crime inafiançável.

O projeto é desenvolvido em parceria com os órgãos que compõem a Associação Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica Contra a Mulher, entre eles o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar. Todos os envolvidos participaram de uma reunião para apresentação do balanço das ações da Patrulha até o momento.

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