Parlamento em desordem

A nocividade do brasileiro está sendo colocada em pauta no tocante as escolhas de seus representantes em todos os níveis, ou melhor, desde tempos idos são quase que totalmente manipulados quando são obrigados a votar.

Em nível federal assistimos passivamente um Congresso Nacional impor espetáculos degradantes na busca da defesa de seus próprios interesses. A grande maioria além de buscar tirar nacos políticos favoráveis, buscam de maneira escandalizada desmantelar a operação Lava Jato, que lhes impõe diretrizes perante a Lei que eles próprios burlam.

Atos ilegais são praticados pela maioria dos componentes das próprias casas legislativas. E, desde o começo do ano a campanha em prol do solapamento de Bolsonaro vem sendo colocado em prática para que ele não consiga seus objetivos, politicamente.

Para que isto ocorra contam com o integral apoio da Rede Globo e trabalho incansável dos presidentes do Senado e da Câmara que formataram o Centrão como base de batalha.

Sem qualquer juízo de valor sobre as questões em discussão, os congressistas deveriam ser mais ciosos no exercício do mandato conquistado junto ao povo. Por mais torcedor de qualquer dos lados, o eleitor jamais votaria em alguém para, investido na função de representação, afrontar os regulamentos legislativos ou ignorar o decoro parlamentar.

Como representantes de milhares de brasileiros, senadores e deputados têm o dever de urbanidade e condução pacífica de suas demandas, por mais controversas que sejam. O mandato tem de ser tratado como algo sagrado, oportunidade ímpar do eleito trabalhar para resolver os problemas do povo – saúde, educação, trabalho, segurança e outros – e com isso tornar a vida melhor para toda a comunidade. Preservar a dignidade e lutar pelo bem geral são as premissas básicas.

Da forma descortês e arbitrária que parlamentares têm encaminhado as diferenças, resta à população a sensação de que eles são desnecessários. Se fosse para “brigar politicamente” e não resolver, cada um do povo poderia fazer por conta própria, numa espécie de democracia direta, e não precisaria investir a vultosa soma de dinheiro público hoje consumida por Senado, Câmara dos Deputados e nos parlamentos estaduais e municipais.

Já passou da hora de se buscar ética e respeito. Em vez de trabalhar pelo “quanto pior, melhor”, todos têm a obrigação legal e moral de respeitar as leis, ajudar o Executivo a vencer suas batalhas, acatar as decisões do colegiado e trabalhar pelo aperfeiçoamento do país. As corregedorias e comissões de ética precisam funcionar mais para, pelo menos, evitar o total descrédito do Poder Legislativo…

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