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Pré-candidato já fala em moralização

O senador Álvaro Dias, pré-candidato do Podemos à Presidência da República, durante entrevista à GloboNews

Álvaro Dias diz que, se eleito, vai privatizar ‘entorno’ da Petrobras. Ele citou ministérios das Cidades e da Segurança ao dizer quais ‘integrará’ a outras pastas.

Por G1

O pré-candidato do Podemos à Presidência da República, senador Álvaro Dias (PR), afirmou nesta segunda-feira (30) que, se for eleito, reduzirá para 15 o número de ministérios. Hoje existem 29 pastas.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, que, nesta semana, entrevista postulantes ao Palácio do Planalto nas Eleições 2018.

“Eu advogo a redução dos ministérios para 15. Teremos, aí, a integração de vários ministérios. Já há uma simulação feita pela minha assessoria. Porque, obviamente, não basta eliminar o ministro. Tem que eliminar as estruturas paralelas, a superposição de ações”, declarou o pré-candidato.

Questionado sobre quais ministérios cortará se for eleito, Álvaro Dias mencionou três pastas (Cidades, Integração e Segurança Pública). Falou também de um ministério que não existe mais, o da Pesca (extinto em 2015), e não mencionou os demais que pretende cortar para chegar a 15.

Indagado especificamente sobre se unificará os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente caso seja eleito, Álvaro Dias disse que não.

Privatização

Em outro trecho da entrevista à GloboNews, Álvaro Dias foi questionado sobre o que pretende fazer para reduzir os gastos públicos e se pretende privatizar órgãos estatais.

O pré-candidato afirmou, então, que não privatizará a Petrobras “em um primeiro momento”, mas, sim, o “entorno” da estatal.

“A Petrobras, em um primeiro momento, eu não privatizaria. Até porque ela foi tremendamente desvalorizada. […] Mas nós privatizaríamos o seu entorno. Estabeleceríamos competição [na] prospecção, exploração de petróleo, distribuição, refinarias. É evidente que isso vai dinamizar a Petrobras sem entregar o seu comando”, acrescentou.

Sobre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, Álvaro Dias afirmou somente que os dois bancos públicos são “essenciais” e “indispensáveis” para o país, que não pode ficar “refém” do “sistema financeiro privado”.

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