EUA firmaram em moderados 10% as tarifas com o Brasil

O Congresso Nacional (Senado ®e Câmara) aprovou na terça e quarta-feira (01 e 02/04), o projeto de reciprocidade econômica às tarifas do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. A propositura estabelece critérios para que o Brasil responda a ‘medidas unilaterais’ adotadas por países ou blocos econômicos que possam afetar a competitividade internacional do País. Agora será remetido à sanção presidencial, facultando que o País responda a medidas unilaterais adotadas por governos ou blocos econômicos que afetem a competitividade brasileira no exterior.

A decisão envolveu a bancada do agro e teve apoio do governo. A matéria é de alta relevância, principalmente por ser decorrente de medidas do governo norte americano, titular da maior economia entre os países do mundo e poder impactar o desenvolvimento econômico de prática entre todos o planeta.

Recorde-se que o governo do presidente Trump já tarifou em 25% o aço e o alumínio brasileiros que nosso País fornece como matérias-primas às indústrias yankees. O presidente Lula advertiu que o Brasil adotaria a reciprocidade, taxando igualmente produtos norte americano nós para cá enviados. Prova é o projeto no Senado é o começo do processo.

Trump e sua equipe econômica carecem de muito jogo de cintura para administrar essa questão. Além das divergências econômicas, terão de mitigar as diferenças políticas com os governos e nações envolvidos. Não precisamos ir longe para observar esse fenômeno. Trump, além de constituir liderança muito bem votada nas últimas eleições é político de direita (de extrema-direita para alguns) e Lula é reconhecidamente de esquerda. Se não forem cuidadosos no trato, certamente imporão significativos problemas aos dois países sob sua administração. É um fenômeno que poderá dificultar a ação de todos os integrantes do sistema político-econômico mundial.

Brasil e Estados Unidos convivem nem há 200 anos, desde que os EUA reconheceram a independência brasileira Independente das posições sazonais dos governos nunca tiveram grandes divergências tanto nos tempos de guerras quanto na paz. Isso é um patrimônio a se preservar e depende das atitudes principalmente dos governantes.

A Economia mundial conheceu ontem as tarifas estabelecidas pelos EUA. O Brasil ficou no patamar dos 10% de imposto, considerado moderado e divisor de águas entre aquele países o resto do planeta. A tabela fixa tributo de 32% nas transações com a China e 20% com a União Europeia. Países asiáticos têm tarifas ainda maiores.

Donald Trump certamente tem todos os argumentos para defender suas providências que vão alterar a Economia de todo mundo. Mas, além disso, cabe-nos louvar a postura de deputados e senadores brasileiros que, em apenas dois dias, aprovaram a Lei de Reciprocidade. Deram ao presidente Lula e a quem um dia o suceder, os instrumentos para manter o Brasil dentro das normas e políticas econômicas internacionais e, principalmente, poder tomar medidas que nos protejam perante a comunidade externa; poderá aumentar os impostos de todos os que os elevarem para o Brasil. É uma arma protetora sem o qual jamais poderíamos ficar. Saudações, senhores parlamentares…

Espera-se que o governo Trump tenha todas as condições para administrar novo quadro criado e a Economia Mundial possa seguir em paz, sem ter de recorrer à à especulada “Guerra das Tarifas”…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

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