Após apelo público e dois anos de espera, reunião entre empresário, vereadora e concessionária aponta caminho para solução do abastecimento em Barra do Garças
Da redação
Um grito de desespero que começou como denúncia pública pode estar próximo de um desfecho. O empresário Fernando Ferreira, proprietário de uma área de aproximadamente 5.400 metros quadrados, às margens do Anel Viário, procurou a reportagem de A Gazeta do Vale do Araguaia para relatar a dificuldade enfrentada há cerca de dois anos: a falta de ligação de água para dar início a uma obra de grande porte no local, com previsão de 3.600 metros quadrados de área construída.
Em visita in loco, a reportagem ouviu o empreendedor, que afirmou já ter buscado diversas vezes atendimento junto à concessionária responsável pelo abastecimento no município, sem obter solução concreta.
Segundo Fernando, o entrave tem causado prejuízos diretos. “Já fui lá mais de quinze vezes. Sempre dizem que o material está em atraso ou que o responsável não está. Minha obra está parada, tenho cerca de 20 funcionários aguardando e contratos próximos de vencer. É um investimento grande, que vai gerar emprego e renda para a cidade”, relatou.
O empresário destacou ainda que já possui alvará de construção emitido pela Prefeitura e infraestrutura elétrica instalada, restando apenas o fornecimento de água para o início das atividades. “Não estou pedindo favor. Isso é uma necessidade básica para que o empreendimento saia do papel”, completou.
Diante da situação, a reportagem acionou autoridades locais e intermediou um encontro realizado na terça-feira (21), feriado de Tiradentes. A reunião contou com a presença da vereadora Maria Silvânia e de um coordenador da concessionária de água, Pedro Sobrinho, que foi até o local para avaliar a demanda.
Durante o encontro, foi esclarecido que o lote não possui rede de abastecimento próxima, sendo necessária uma extensão estimada entre 500 e 700 metros. De acordo com o representante da concessionária, nesses casos é preciso realizar um estudo de viabilidade técnica e financeira.
“A situação aqui é de extensão de rede. Precisamos formalizar a viabilidade, apresentar os custos e, a partir disso, alinhar com o cliente. Tudo será feito de forma oficial, com protocolo e documentação”, explicou.
O custo estimado para a obra gira em torno de R$ 10 mil, podendo haver negociação quanto a parcelamento ou possíveis ajustes junto ao setor comercial da empresa.
A vereadora Maria Silvânia destacou a importância do diálogo para destravar situações como essa. “Nosso papel é justamente aproximar as partes, garantir que a informação chegue de forma clara e buscar soluções. Aqui estamos vendo que, com conversa, é possível avançar”, afirmou.
Ao final da reunião, ficou acordado que um representante do empresário irá até a concessionária para formalizar o processo e dar andamento à análise de viabilidade, com definição oficial dos custos e prazos.
Para Fernando, o momento traz esperança. “Agora está ficando tudo no preto no branco. Antes era só conversa. Se tiver um custo justo, a gente resolve. O que eu quero é trabalhar e ver essa obra acontecer”, concluiu.
O caso evidencia não apenas a dificuldade enfrentada por empreendedores em questões de infraestrutura básica, mas também a importância da intermediação e do diálogo entre população, poder público e concessionárias para a resolução de demandas que impactam diretamente o desenvolvimento econômico local.







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