Por Raqueline Galvão
Sábado à noite, a Feira da Lua já estava iluminada. Luzes de barraca, risadas, o burburinho gostoso de quem aproveita o fim de semana. E no meio daquele movimento todo, uma mesa lilás. Não passou despercebida.
Ali, não estávamos vendendo nada. Estávamos oferecendo algo que não tem preço: informação. Informação que salva. Que abre os olhos. Que diz para uma mulher: “Você não está sozinha.”
Confesso que cada folheto entregue mexia comigo. Em cada mão que estendia para pegar o material, eu via uma história. Uma vizinha, uma amiga, uma mãe. Algumas paravam, liam ali mesmo sob a luz noturna, e um brilho diferente aparecia no olhar. Como quem descobre que tem direito. Como quem entende que pode pedir ajuda.
A violência contra a mulher é cruel porque, muitas vezes, ela vem de dentro de casa. É silenciosa. Se esconde na escuridão. E a maior arma que temos contra ela é justamente aquilo que levamos para a Feira da Lua: conhecimento.
Por isso, quando falamos em acolhimento, não é apenas uma palavra bonita. É ação. É a escuta atenta da equipe da Secretaria de Ação Social, é o braço estendido do CREAS, é a parceria com a Polícia Civil, é o abraço que diz “você pode contar conosco”.
Construir uma rede de enfrentamento em Aragarças é tecer fios de confiança. É mostrar que o Poder Público está perto, que a denúncia não é um fim, mas um recomeço.
Eu acredito que informação de qualidade transforma realidades. E transforma, sobretudo, porque devolve à mulher a certeza de que ela merece respeito. Merece viver sem medo. Merece ser livre.
Sigamos juntos. Sigamos lilás. Porque informar é proteger. E acolher, sim, é transformar.
Raqueline Galvão
Primeira-dama e Secretária de Ação Social de Aragarças







Seja o primeiro a comentar sobre "A força que vem do acolhimento"