O eleitor tem o direito de conhecer as alianças dos candidatos e cobrar explicações sobre a proximidade com pessoas investigadas.
Da Redação
Na eleição, o eleitor precisa olhar além do discurso, do número e das promessas. É necessário observar quem acompanha cada candidato, quem pede votos em seu nome e quais compromissos sustentam essas alianças. Os apoios políticos também merecem atenção e cobrança pública.
Em Barra do Garças, os questionamentos relacionados à Operação Mesa Vazia precisam ser tratados com seriedade. Quando pessoas investigadas participam da vida eleitoral, é legítimo perguntar quais candidatos apoiam e qual é a posição desses candidatos diante das suspeitas que recaem sobre seus aliados.
Estar sob investigação não significa ser culpado. A apuração deve seguir seu curso, com respeito ao direito de defesa. Da mesma forma, receber apoio de uma pessoa investigada não torna um candidato responsável pelos fatos atribuídos a ela. Mas essas distinções não eliminam o dever político de prestar esclarecimentos à população.
No cenário estadual, outra investigação colocou um encontro eleitoral sob questionamento. Segundo o Gazeta Digital, Mauro Mendes e Fábio Garcia, investigados na Operação Heritage, participaram do lançamento da campanha de Dilmar Dal Bosco, em Sinop, apesar de uma restrição de contato entre investigados. A reportagem de 8 de setembro informa que a Polícia Federal analisa as imagens para verificar eventual descumprimento da medida.
Garcia negou ter violado a determinação e argumentou que ela não estabelece uma distância mínima entre os dois. Na ocasião, também afirmou não ter sido notificado pela Polícia Federal sobre o episódio. O relato apresenta uma controvérsia em análise, não uma decisão reconhecendo descumprimento.
O eleitor pode e deve perguntar: esse apoio foi formalizado? Existe algum compromisso em troca? O candidato defende a apuração dos fatos, mesmo quando ela envolve integrantes de seu grupo político? A transparência precisa aparecer também nas respostas a perguntas incômodas.
Eventuais restrições judiciais de contato exigem atenção àquilo que a Justiça efetivamente determinou. Seu alcance deve ser verificado antes de qualquer conclusão sobre encontros ou reuniões. Cabe ao jornalismo apurar datas, circunstâncias e participantes, ouvir os citados e apresentar os documentos que sustentam a informação.
A Gazeta do Vale do Araguaia defende que o voto seja acompanhado de memória, informação e cobrança. O eleitor não precisa ignorar as alianças para avaliar as propostas. Tem o direito de considerar ambas e decidir a quem confiar sua representação.
Antes de votar, conheça o candidato e os apoios que ele aceita. Exija explicações. O compromisso com a população deve ser maior do que a conveniência de qualquer aliança.
Fotos: Internet/Reprodução

Bernier Marcos investigado na operação mesa vazia recepcionando a candidata a deputada federal Virgínia Mendes no aeroporto de Barra do Garças

Benier Marcos investigado na operação mesa vazia na reunião partidária do Podemos em Cuiabá cumprimentando o candidato a deputado federal Roveri

Alan Construtor investigado na operação mesa vazia na primeira propaganda do candidato ao governo Wellington Fagundes

Vereador Pebinha e Adilson Tavares investigados na operação mesa vazia na reunião partidária do candidato a deputado federal Fábio Garcia

Vereador Pebinha investigado na operação mesa vazia na convenção do Podemos em Cuiabá junto com o candidato a deputado estadual Adelcino Lopo






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